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Vitíligo é mais uma das doenças de pele de etiologia
desconhecida sabendo-se únicamente que há uma predisposição
genética (além dos casos “de novo”) e que existem fenómenos
de auto-imunidade envolvidos na sua etiopatogenia.
Sabe-se, também, que as pessoas predispostas e, à semelhança do que sucede com outras Dermatoses os traumas emocionais poderão actuar como factores desencadeantes!
Manifestações
clinícas:
É
impossível prever a evolução do Vitíligo pois
tudo pode acontecer: desde a evolução natural surgindo novas
áreas do corpo “atingidas”, à regressão total das
lesões ou, à estabilização das mesmas. Assim,
o médico Dermatologista, apesar de sempre muito pressionado pelos
pacientes que o procuram com esta patologia para prever o curso da mesma,
não o poderá fazer nunca!
Terapêutica: Era hábito antigamente (e, infelizmente ainda hoje, nalguns casos) os Dermatologistas dizerem aos pacientes com Vitíligo que a sua doença não tinha cura! O Vitíligo é uma doença dificil de tratar, com percentagens de cura variáveis mas, hoje, temos meios à nossa disposição que nos permitem obter resultados bastante satisfatórios!! As lesões mais dificeis de tratar são sem dúvida as lesões dos membros e, nestas, quanto mais distais, mais dificil será obter a cura! As lesões da face são as de mais fácil tratamento, felizmente!! O
tratamento varia, lógicamente, de caso para caso. As lesões
muito numerosas e muito extensas obrigam ao recurso a fototerapia. As lesões
mais limitadas podem ser tratadas com grande sucesso com os Imunomoduladores
tópicos sendo o Tacrolimus® a substância mais eficaz.
Além do tratamento própriamente dito, utilizar-se-á
ainda terapêutica adjuvante com o ácido lipoico (anti-oxidante)
e os Betacarotenos nos meses de maior incidência de Uvs para além
evidentemente dos “Protectores Solares”.
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